Vereadores denunciam gestão por suposto ‘assédio ao voto’ em secretarias municipais de Juazeiro do Norte

Foto: Laisa Melo

Um suposto uso da máquina pública em favor de candidatos apoiados pelo prefeito Glêdson Bezerra foi denunciado durante a Sessão Ordinária desta terça-feira (13), na Câmara Municipal de Juazeiro do Norte. O autor da denúncia, vereador Capitão Vieira Neto (PTB), disse que pessoas ligadas ao gestor têm usado o WhatsApp como ferramenta de ‘assédio ao voto’ para beneficiar candidatos apoiados pelo prefeito.

“Fotos são vinculadas todos os dias em grupos de WhatsApp, cargos comissionados participando de reuniões em horário de expediente”, afirmou o vereador.

Durante o Grande Expediente, Vieira Neto denunciou ainda que uma parente do prefeito, titular de uma secretaria municipal, confeccionou uma tabela para coletar informações sobre as intenções de voto dos servidores comissionados e contratados.

“Ela confeccionou uma tabela e está encaminhando aos comissionados e contratados. E lá pergunta nome, função, quem vota para deputado estadual, deputado federal e quantos familiares o seguem”, denunciou.

“Eu queria que fizessem uma fiscalização nas secretarias de Assistência Social, Educação e Saúde para que vocês pudessem ver os tentáculos da família do prefeito nesses locais e o assedia ao voto. Os vereadores não têm condições de fazer uma investigação detalhada, a Polícia Federal tem, pois são crimes eleitorais”, completou.

O vereador Janu (Republicanos) reforçou as denúncias apresentadas por Vieira Neto. Em seu pronunciamento, Janu reproduziu prints de mensagens enviadas por servidores que denunciam cooptação de votos nas secretarias municipais: “Os servidores estão sendo pressionados a participarem das manifestações e quem não vai fica ameaçado de ser demitido”.

“Estão usando a máquina para fazer campanha. Estou encaminhando tudo aos órgãos responsáveis para que sejam penalizados. O voto é livre. Cada pessoa tem o direito de se manifestar e não é obrigada a seguir [o prefeito] porque tem um cargo, sendo obrigados a estar em carreada, fazendo campanha, para não perder o emprego”, disse o parlamentar.

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