Cresce incidência de doenças respiratórias, pediatra do Cariri explica como evitá-las 

Foto: Ascom

Dr Walden Neto diz que “Queda das restrições sociais, baixa cobertura vacinal e período chuvoso aumentam os riscos de infecções virais”

As baixas temperaturas e o clima seco do outono, período compreendido entre março e julho, a suspensão das restrições da pandemia de Covid-19 e a baixa procura por vacinas acendem alerta para o crescimento no número de doenças respiratórias. Só nos três primeiros meses de 2022, o estado do Ceará já registrou 305 casos graves de Influenza A, um aumento de 17, 3% do total de casos registrados em 2021, de acordo com a Secretaria de Saúde do Ceará

O médico pediatra Dr. Walden Bezerra explica as viroses mais comuns nesse período “A gente tem visto bastante quadros respiratórios, crianças com gripes que não melhoram, crianças com quadros respiratórios bem arrastados, as crianças que estão em idade escolar têm tido momentos de passar só uma semana na escola, aí passa uma semana em casa, aí volta e já gripa de novo, e isso, pessoal, é por conta dessas viroses que voltaram a circular depois da reaproximação social, com a flexibilização dos contatos pós pandemia de covid”

Uma das medidas que pode auxiliar para diminuir os casos de quadros gripais é a permanência dos protocolos de biossegurança adotadas no período pandêmico, como a higienização constante das mãos, não compartilhar objetos pessoais, manter ambientes ventilados e evitar contato com pessoas que apresentam algum sintoma, além de se vacinar.

O médico lembra que o período chuvoso favorece a proliferação de diversas doenças “a chuva ela influencia muito, as crianças que têm rinite alérgica, que são muitas, tem tido quadros exacerbados da doença, complicando com quadros de sinusite tendo que ser feito o uso de antibiótico”

Outra virose frequente durante a quadra chuvosa é a chikungunya. Em Juazeiro do Norte, entre janeiro e abril de 2022, foram registrados 2.527 casos de chikungunya, de acordo com a Secretaria de Saúde do Município. A doença, assim como as outras arboviroses podem ser evitadas com medidas simples como não deixar água parada.

Alem disso, a Síndrome Pé-Mão-Boca também é comum durante esse período “E outra coisa que tem acontecido muito é a temida doença pé- mão-Boca, que é um tipo de vírus e a doença se manifesta por lesões, principalmente, nos pés, nas mãos e na boca, daí o nome, e apresentam lesões no cotovelo e na região do bumbum”, pontua Dr. Walden

A prevenção também é feita a partir de medidas de higiene. E como ela se propaga por meio de gotículas, o uso da máscara em ambientes fechados também previne a proliferação do vírus.

O médico reforça que ao sentirem algum sintoma é essencial procurar um pediatra ou a emergência do hospital para que não ocorra complicações nos quadros.

Mais informações,

Assessoria Commonike
ComMonike.com.br

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