Cirurgião torácico do Cariri alerta sobre o câncer de pulmão, o segundo mais comum no Brasil

Foto: Divulgação

Conforme o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de pulmão é o segundo mais comum em homens e mulheres no Brasil. Cerca de 13% de todos os casos novos de câncer são de pulmão. Ele é o responsável por uma em cada cinco mortes por câncer no Brasil, e o Brasil ainda tem tido dificuldade em conseguir diagnosticar precocemente o câncer de pulmão, conforme afirma o Instituto Oncoguia (2018).

A nível mundial ele o mais frequente e a causa mais comum de morte, com aproximadamente três milhões de novos casos estimados por ano, mundialmente. O médico cirurgião toráxico, Moises Tavares frisa que a taxa de cura do câncer de pulmão é baixa e tem permanecido inalterada durante as últimas três décadas.

“O estágio da doença no diagnóstico é um dos mais poderosos determinantes do resultado em pacientes com câncer do pulmão não pequenas células, com os pacientes nos estágios precoces tendo uma melhor chance de uma sobrevida em longo prazo. Infelizmente, somente uma pequena proporção de casos de câncer do pulmão não pequenas células é diagnosticada em estágios precoces”, disse Moises.

Ainda de acordo com o INCA, em 2019 ocorreram 29.354 mortes em decorrência da doença, sendo 16.733 homens e 12.621 mulheres. No ano seguinte, 2020, foram contabilizados 30.200 novos casos, sendo 17.760 homens e 12.440 mulheres. “Sabemos a importância do início precoce do tratamento para a sobrevida do paciente, porém foi observado que os pacientes são diagnosticados em sua maioria em estágio localmente avançado, isso correspondeu a 89,6% dos pacientes em 2021”, disse Moises Tavares.

Fatores de risco

O tabagismo é a principal causa de câncer de pulmão. Outro fator de risco é a exposição à poluição do ar, infecções pulmonares de repetição, doença pulmonar obstrutiva crônica, como enfisema pulmonar e bronquite crônica, fatores genéticos e história familiar de câncer de pulmão favorecem ao desenvolvimento desse tipo de comorbidade.

O risco de ocorrência do câncer de pulmão e de morte pela doença aumenta quanto maior a intensidade da exposição ao tabagismo. A mortalidade por câncer de pulmão entre fumantes é cerca de 15 vezes maior do que entre pessoas que nunca fumaram, enquanto entre ex-fumantes é cerca de quatro vezes maior. Outros fatores de risco são: exposição ocupacional a agentes químicos ou físicos (asbesto, sílica, urânio, cromo, agentes alquilantes, radônio entre outros).

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