Ciro Gomes é hostilizado durante Feira em Ribeirão Preto-SP

Foto: Reprodução/Twitter

O pré-candidato à Presidência da República Ciro Gomes (PDT) foi hostilizado por um grupo de bolsonaristas e bateu boca com eles nesta quinta-feira durante visita do pedetista à Agrishow, feira dedicada ao agronegócio em Ribeirão Preto (SP).

Ciro Gomes caminhava entre os estandes do evento na tarde desta quinta-feira, quando pessoas o abordaram aos gritos de “Bolsonaro mito” e chamaram o pedetista de “ladrão do Nordeste”. Nas imagens, é possível ver que o político bate boca com os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro enquanto continua a caminhada.

A um homem que o abordou aos gritos de “mito”, palavra usada por bolsonaristas para demonstrar apoio ao presidente, Ciro disse: “(Bolsonaro) roubou sua mãe ou comeu ela?”

Ao ser chamado de ladrão, Ciro se exaltou: Bolsonaro é ladrão mesmo, ladrão de rachadinha. Eu nunca roubei nada, nem tua mãe, vagabundo — respondeu a outro homem. Em vídeos postados nas redes sociais, é possível ver o pré-candidato à Presidência dizer “nazista ladrão” a algumas pessoas.

Ao ser questionado por jornalistas se esperava ser hostilizado no evento, Ciro afirmou: Um país que é governado tem que ter esse tipo de quadrilha, você está vendo quem está insultando quem.

Em nota, o pré-candidato afirmou que “lamenta ter sido forçado a agir com veemência”, mas ressalta que sofreu ataques de “forte conotação racista” e que o “comportamento fascista deve ser enfrentado”.

Leia a íntegra da nota do pedetista:

Ciro Gomes visitava a maior feira de tecnologia agrícola da América Latina, a Agrishow, em Ribeirão Preto, quando doi insultado e sofreu tentativas de agressão física por militantes bolsonaristas.

Os agressores agiram com violência e profundo preconceito contra nordestinos, atacando com forte conotação racista a sua origem cearense. Ciro reagiu à altura e lamenta ter sido forçado a agir com veemência.

Mas entende que esse tipo de comportamento fascista deve ser enfrentado, ou as milícias bolsonaristas se sentirão no direito de atacar a todos, inclusive a quem não consiga se defender.

Jornal Extra

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