Casos de Covid-19 reduzem 99% no Ceará entre janeiro e março; mortes diminuem 87%

Foto: Ilustrativa

Após a alta repentina na transmissão da Covid-19, associada à 3ª onda da doença, o Ceará observa o menor registro dos casos e de mortes em 2022. As confirmações caíram de 234.027, em janeiro, para 1.911 em março.

A redução foi de mais de 99% dos diagnósticos positivos para a doença. Na mesma tendência, o número de mortes saiu de 934 para 122 no período – queda de 87%. Os registros são da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) disponibilizados na plataforma IntegraSUS.

As mortes pela Covid estão concentradas nos idosos, com destaque para aqueles com 80 anos ou mais. Nos três meses, foram 1.652 óbitos, sendo que 749 destes foram nessa faixa etária. Na sequência, 297 vidas perdidas entre quem tinha entre 71 a 79 anos e 240 mortes entre pessoas de 61 a 70 anos.

O público mais velho tem maior vulnerabilidade por causa da queda natural da imunidade e também pela comum associação com outras doenças. Por causa disso, as autoridades de saúde e especialistas indicam a aplicação da 4ª dose da vacina contra a Covid.

As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Fortaleza também tiveram queda no atendimento de pacientes com relação ao coronavírus. A média diária dos atendimentos passou de 257 pacientes, em janeiro, para 11 pessoas por dia na média de março.

O Ceará deu início a uma nova etapa na imunização com mais de 80 mil idosos estão aptos a receber a segunda dose de reforço da vacina contra a Covid. Nesta semana também foi iniciada a campanha de vacina contra a gripe, que prioriza os idosos na primeira etapa.

Redução na transmissão

O médico e mestre em saúde coletiva Paulo Magalhães, em entrevista ao Diário do Nordeste, contextualizou que o País alcançou um bom número absoluto de vacinas, mas ainda existem lacunas. Por exemplo, a vacina demora a chegar em algumas localidades e pessoas deixam de receber a 2ª ou 3ª dose.

“A variante Ômicron consegue, mesmo com três doses, infectar a população. Não aumentou o nível da gravidade da infecção, mas é mais transmissível e isso aumentou o número de casos”, acrescentou.

Por isso, a população precisa manter os esforços para reduzir a transmissão do coronavírus. O uso das máscaras, mesmo com a retirada da obrigatoriedade em espaços abertos, continua sendo um aliado.

“A vacinação, a máscara, o álcool em gel e o distanciamento ainda são fundamentais para toda população e, principalmente, para os imunossuprimidos e idosos”, destacou Paulo.

Diário do Nordeste

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