Saiba como fruta típica do Cariri poderá ser usada como biocombustível nas indústrias do Ceará

Foto: Reprodução

Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC) descobriu que a junção entre gastronomia e ciência dá muito certo. Os pesquisadores cearenses desenvolveram um biolubrificante a partir do Pequi, fruto bastante popular na gastronomia da região do Cariri e em outras partes do país

Feito a partir do óleo retirado da polpa da fruta, além de ser renovável – uma das maiores vantagens nos dias atuais – também apresenta baixa toxicidade e uma maior vida útil.

Essas características podem solucionar uma das maiores empecilhos da área de combustíveis, a oxidação de seus produtos.

“Naturalmente, o óleo de pequi, extraído principalmente da polpa do fruto, possui substâncias antioxidantes, as quais podem atuar na redução do fenômeno de oxidação e, dessa maneira, aumentar a vida útil enquanto lubrificante”, explica a professora do Departamento de Química Orgânica e Inorgânica, Nágila Ricardo a Agência UFC. “O óleo de pequi por si só pode superar esse entrave”, completa.

O produto em desenvolvimento pelo laboratório da universidade federal, também mostra vantagens quanto aos seus elevados índices de viscosidade. A temperatura – que quando muito baixa influencia diretamente no desempenho desse tipo de material- passa a não exercer essa influência no desenvolvido pela UFC.

A ação pioneira em trabalhar com o fruto do pequizeiro, teve seus estudos iniciados entre 2013 e 2014, e já está tendo o seu pedido de patente escrito. No início da pesquisa, o intuito da investigação realizada pela doutora Tathilene Bezerra Mota Gomes Arruda, na época mestranda, era desenvolver um biodiesel e acabou tomando outro rumo.

Mercado

O novo biolubrificante está sendo trabalhado para utilização nos mercados de motores marítimos e automotivos, já reconhecidos na comercialização desse tipo de material.

No entanto, devido a sua composição, os pesquisadores afirmam que ele também poderá ser utilizado em aplicações consideradas “mais finas”, como na biomedicina, cosmetologia e indústria de alimentos.

De acordo com a doutora Tathilene Arruda, que iniciou as pesquisas, a oferta renovável do lubrificante retirado do pequi é uma das condições que garantem a viabilidade econômica dele no mercado.

Diário do Nordeste

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