Chuvas no Ceará: março supera média histórica pela 4ª vez em 23 anos

Foto: Reprodução

O Ceará chegou a 248,1 milímetros (mm) acumulados de chuva, superando a média histórica de precipitações para o mês de março já neste domingo, 27, de acordo com dados preliminares da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). A quatro dias do fim do mês, essa é a quarta vez desde 2000 em que o Estado atinge a marca, em um período considerado estratégico para a quadra chuvosa cearense. São considerados acima da média, os meses de março que ultrapassam a marca de 241,08 mm.

Até este domingo, em março de 2022, apenas três das oito macrorregiões cearenses ainda não superaram a média esperada para o mês, apesar de registrarem índices considerados em torno da média histórica. São elas: Litoral de Pecém, Litoral Norte e Sertão Central e Inhamuns. A situação mais favorável, por outro lado, é observada no Cariri, onde as chuvas já superaram em mais de 60% o valor esperado para o período. Em Fortaleza, o acumulado supera o índice considerado normal em 35,2%.

Entre os meses da quadra chuvosa, que se estende entre fevereiro e maio, março é historicamente o que concentra os maiores índices de chuva. Na sequência, vem o mês de de abril, com valor considerado normal cerca de 7% menor em relação ao período anterior. Já fevereiro e maio costumam registrar os menores índices do intervalo, com média variando historicamente entre 90 e 118 mm.

Neste ano, o mês de fevereiro ficou bem abaixo da média histórica, registrando pouco mais da metade do valor aguardado para o período — 64 mm de 118,6 mm esperados. Considerando o período bimestral, entre os meses de fevereiro e março, o valor acumulado neste ano corresponde a 312,1 mm e encontra-se no intervalo definido como em torno da média — positivo, portanto. Para superar a média, no entanto, o Estado deveria ultrapassar o valor de 377,15 mm.

Para os próximos dois dias, até a próxima terça-feira, 29, as chuvas esperadas devem ocorrer em todas as macrorregiões, em virtude de áreas de instabilidade oriundas do oceano Atlântico devido à proximidade da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), bem como em razão de efeitos locais, como temperatura, relevo e umidade.

No fim de fevereiro, a Funceme divulgou prognóstico para as chuvas no trimestre março, abril e maio no Ceará. Os dados divulgados apontavam 35% de chance de ficar abaixo da média histórica de chuvas. Em relação aos outros cenários, o órgão cearense indicava que há 45% de chance da média ficar dentro da normalidade e 20% acima do valor histórico.

 

O Povo

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