Eleição 2022: Quem está de olho no cargo de vice nas chapas ao Governo do Ceará

Foto: Reprodução

A pouco mais de sete meses para as eleições, a escolha de um nome para a vice-governadoria ainda não é a principal prioridade dos partidos, tendo em vista que o candidato da base governista, por exemplo, segue indefinido para a sucessão de Camilo Santana (PT) e a oposição ainda tenta atrair aliados.

Apesar de não ser a maior prioridade do momento, o assunto já é discutido nos bastidores dos diferentes grupos políticos. Em evento com pedetistas no início deste mês, o senador Cid Gomes (PDT) defendeu que um partido aliado indique um nome para compor a chapa do Executivo, excetuando PT e PDT.

O ex-governador entende que o PT já está representado no grupo com o nome do governador Camilo indicado para a vaga de senador, e o PDT escolheria o pré-candidato ao governo.

O presidente estadual do PT, Antônio Filho, o Conin, disse que o partido vai aguardar a decisão do PDT sobre o pré-candidato ao governo e que no “momento certo” vai debater a escolha de vice.

A extensa aliança da base camilista pode dificultar a indicação petista para o posto, tendo em vista a necessidade de contemplar todos os grupos em torno da candidatura.

Entre as legendas com maior potencial para entrar nessa disputa são o PP, de AJ Albuquerque, e o PSD, de Domingos Filho.

OPOSIÇÃO

Representando a direita, a pré-candidatura de Capitão Wagner (Pros) ao Governo do Estado pode ter uma indicação de composição da chapa de dentro da igreja evangélica para a disputa pelo Palácio da Abolição. A reivindicação é do deputado federal Jaziel Pereira (PL).

De acordo com o deputado federal, a possibilidade já está sendo discutida com o próprio Wagner. Alguns nomes de pastores já estão sendo considerados para a empreitada eleitoral.

Capitão Wagner, no entanto, tem dito que ainda não tem nada definido e que está muito cedo para tomar qualquer decisão nesse sentido.

As definições devem ocorrer no mês de julho com a consolidação dos partidos que devem apoiar a candidatura.

HISTÓRICO

A escolha do vice precisa ser cautelosa e estratégica. Em muitos casos, a decisão pode se tornar um problema para a governabilidade.

Mais recentemente, Michel Temer (MDB) acabou assumindo o governo após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). O emedebista passou de aliado a “traidor” na visão de petistas que haviam defendido o acordo com o MDB.

No Ceará, as divergências entre vices podem ser vistas com mais frequência nas prefeituras. Eleita com o apoio apenas do PSB para a prefeitura de Fortaleza, em 2004, Luizianne Lins teve como vice Carlos Veneranda.

Prefeita e vice logo romperam relações antes mesmo do fim do primeiro mandato. No segundo mandato petista, a prefeita também enfrentou dificuldades com o novo vice, Tin Gomes.
Na gestão do prefeito Roberto Cláudio também houve rompimento no primeiro governo, com o emedebista Gaudêncio Lucena. Na campanha de reeleição de Roberto Cláudio, em 2016 Gaudêncio foi candidato a vice na chapa adversária, com Capitão Wagner.

No interior cearense, o corte das relações é muito mais frequente, com o vice comprando brigas judiciais contra o ex-aliado e depois disputando nas urnas o comando municipal.

PRUDÊNCIA

Cid Gomes, que é o principal articulador local, sabe que a indicação não pode se dar no calor do momento e que o perfil precisa ser pacificador e livre de qualquer ameaça – assim como tem sido Izolda Cela.

Diário do Nordeste

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