Funceme divulga prognóstico e diz que o Ceará tem 40% de chance de receber chuvas acima da média nos próximos 3 meses

De fevereiro a abril, meses iniciais da quadra chuvosa, o Ceará tem 40% de probabilidade de registrar precipitações acima da média histórica para o período e outros 40% dentro da média. Há, ainda, 20% de chance de chover abaixo da média.

O prognóstico climático foi divulgado na manhã desta quinta-feira (20) pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), que classifica os níveis de chuva para o trimestre da seguinte forma:

– Abaixo do normal – acumulado inferior a 433 milímetros;
– Dentro do normal – 433 milímetros a 587 milímetros;
– Acima do normal – volume ultrapassa 587,1 milímetros.

A média normal climatológica para o período (fev/mar/abr) é de 510,1 milímetros. Já a classificação acima da média é a partir de 587,1 milímetros. O limite entre esses dois indicadores forma a previsão em torno da média, que pode ir de 433 mm a 587 mm.

“Podemos ter um ano dentro da normalidade. Temos 40% de probabilidade para ser acima da média. Pode ser 10%, 16%, 15%, 20% acima da média ou pode ser 50% ou 100% acima da média”, reforçou o presidente da Funceme, Eduardo Sávio.

Ainda segundo ele, a distribuição temporal e espacial das chuvas “pode ser interessante” para os reservatórios cearenses, mas isso não quer dizer que eles terão recarga suficiente para abastecimento. “Podemos ter um inverno inteiramente dentro da média, e não termos aporte significativo”.

Aporte dos recursos hídricos

O volume atual dos 155 reservatórios monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) é de 21,5%. Juntos, eles têm capacidade de armazenar 18.518,0 bilhões de metros cúbicos. Porém, o nível de água está em 3.9704,0 m³.

Entre os açudes, apenas o da Barragem do Batalhão, em Crateús, está sangrando, isto é, atingiu 100% do volume da capacidade de 1.638 m³. Outros 71 apresentam nível inferior a 30%, como o Carão, em Tamboril (20,25%); Facundo, em Parambu (14,18%) e Escuridão, em Canindé (13,12%).

Diário do Nordeste

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