Casa berço do nascimento da Cajuína São Geraldo abre ao público em exposição em Juazeiro do Norte

Resgatando uma parte da memória afetiva e cultural da região, a casa da família de Firmino Amâncio de Souza e Virginia Maria da Conceição, berço do nascimento da Cajuína São Geraldo, tornou-se galeria de arte durante esta semana. Com fotos e objetos que contam a historia dos filhos, Josefa, Teresinha, Celina, Inês, José Amâncio, Tarcila e Tico, a exposição sobre a família Sousa e Souza conta também sobre o nascimento e fortalecimentos do refrigerante de caju que se tonou não só uma indústria, como também parte da memória afetiva dos caririenses.

Localizada na Rua da Conceição n° 1090, a casa que sempre foi ponto de encontro para receber familiares, amigos e vizinhos, agora se faz aberta novamente à comunidade, até o próximo domingo (16), das 9h ao meio dia, e das 13h30 às 18h. Os próximos dias 14, 15 e 16, sexta, sábado e domingo, serão os últimos dias de abertura ao público. Na exposição, os visitantes encontrarão objetos e fotos que representam a família. No local, ainda podem ser encontradas tramas feitas por Alexandre Heberte, tecelão de casa, que apresenta a sua criação, a Renda Cariri, em homenagem à cidade e a sua tia Josefa, a filha mais velha da família, que também era artesã.

Para Alexandre, a exposição se faz importante pelo reforço dos laços que a história da empresa tem com a história da própria região. “A exposição é importante pela relação afetiva que a família e a Cajuína têm com o Cariri. Acreditamos que a Cajuína não é mais só da família, é do Cariri, é do Nordeste”, afirma.

Documentário

A exposição serviu de pano de fundo para o documentário que conta a trajetória seu José Amâncio e da família que ajudou no crescimento de Juazeiro do Norte a partir de sua cultura de educação e trabalho, criando o refrigerante de caju mais amado e conhecido do nordeste.

As gravações iniciaram embaladas pela celebração do Dia de Reis. Na última quinta-feira, 6 de janeiro, a casa recebeu os grupos de reisado Discípulos de Mestre Pedro e Guerreiras de Santa Madalena juntamente de familiares e amigos, que comemoraram a data de tradição regional. Resgatando a história de onde tudo começou, a São Geraldo conta uma narrativa entrelaçada à história da região de onde faz parte há mais de 50 anos.

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