Arnon Bezerra é investigado de ser beneficiado com a compra de dois apartamentos no bairro Lagoa Seca em Juazeiro e receber propina com desvio de recursos do Fundeb

Foto: Reprodução

A Polícia Federal cumpriu três mandados de busca e apreensão na manhã desta terça-feira (7) para apurar um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro em Juazeiro do Norte. A movimentação ilícita teria favorecido a compra de dois apartamentos e o repasse de propina ao ex-prefeito de Juazeiro do Norte.

A Polícia Federal foi até o apartamento de Arnon Bezerra em Fortaleza, que teve seu celular apreendido, para averiguação. A PF também esteve no apartamento de sua irmã em Fortaleza e na Fazenda de Arnon, no município de Jati, na Região do Cariri.

Arnon Bezerra nega a compra de apartamentos no bairro Lagoa Seca, e disse que não existe contrato de compra e venda em seu nome, e que não foi beneficiado com dinheiro ilícito, proveniente do Fundeb.Que está tranqüilo com a investigação.

A operação “Fruto de Espinho 2”, apura desde 2019 suposta fraude em licitação, lavagem de dinheiro e de desvio de recursos federais do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

As investigações iniciadas em 2019, ainda na Gestão de Arnon Bezerra, identificaram indícios de uma empresa que recebeu R$ 6.297.000,00 através de dois “dois processos de inexigibilidade de licitação” da Prefeitura de Juazeiro do Norte nos anos de 2017 e 2018.

Os mandados foram expedidos pela 16ª Vara da Justiça Federal, os mandados estão sendo cumpridos por 15 agentes da PF. Os policiais recolheram mídias, celulares e documentos dos investigados, cujos outros nomes ainda não foram revelados.

Na segunda etapa da ofensiva deflagrada nesta terça-feira, os agentes apuram corrupção e lavagem de dinheiro consistente na aquisição de apartamentos no bairro Lagoa Seca, em Juazeiro do Norte, e destinação de unidades, ou equivalente em dinheiro, como forma de propina a ex-prefeito do município.

A Polícia Federal aponta “possível favorecimento ilícito de agentes políticos e manobras com vistas à lavagem de dinheiro”. “Os investigados nesta fase da operação poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de lavagem de dinheiro, estelionato qualificado, corrupção ativa e passiva e peculato”, cita a PF.

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