Justiça quebra sigilo bancário e telefônico de Ciro, Cid e mais 12 alvos

Foto: Reprodução

Além de autorizar a Polícia Federal a cumprir mandados de busca contra Ciro Gomes e o irmão do presidenciável do PDT, o senador Cid Gomes, o juiz Danilo Dias Vasconcelos de Almeida autorizou a quebra de sigilos bancário, telefônico e telemático dos irmãos e de mais 12 alvos entre pessoas físicas e jurídicas investigadas por envolvimento num esquema de corrupção armado, segundo os investigadores, quando Cid comandava o governo do Ceará.

AUTORIZO a apreensão de computadores, telefones celulares, tablets, pendrives e outros dispositivos de armazenamento de midia, sejam eles funcionais e/ou particulares. AUTORIZO, igualmente, o acesso a todos os dados (p.ex. registros de chamadas; conteúdo das comunicações via aplicativos do tipo Whatsapp, Telegram ou SMS; vídeos; áudios; fotos, informações de georreferenciamento, etc.) existentes nos computadores, telefones celulares, tablets, pendrives e demais equipamentos eletrônicos/computacionais ou mídias apreendidos na posse dos investigados, bem como na chamada “nuvem” (cloud computing), relativa aos diversos serviços de armazenamento on line de conteúdo (Google Drive, Onedrive etc)”, diz o juiz.

Ciro e Cid receberam ‘pagamentos sistemáticos de propina’, diz PF

Na decisão de 92 páginas em que autoriza a Polícia Federal a cumprir mandados de busca contra Ciro Gomes e o irmão dele, Cid Gomes, por envolvimento num esquema de corrupção no Ceará, o juiz Danilo Dias Vasconcelos de Almeida registra como funcionava o pagamento de propina para o presidenciável do PDT, segundo a Polícia Federal.

“Os empresários (da Galvão Engenharia) realizaram/promoveram pagamentos sistemáticos de propinas, muitas vezes disfarçadas de doações eleitorais, ao então Governador do Estado do Ceará, CIO FERREIRA GOMES, e a seus irmãos CIRO FERREIRA GOMES e LÚCIO FERREIRA GOMES, para viabilizar/agilizar pagamentos de obras e serviços de engenharia contratados pelo Governo do Estado do Ceará com a empresa, bem como, previamente, para garantir a vitória da Construtora nos correlatos procedimentos licitatórios, mediante o pagamento de propinas aos advogados que ocuparam sucessivamente o cargo de Procurador Geral do Estado do Ceará — PGE à época dos fatos, FERNANDO ANTONIO OLIVEIRA e JOSÉ LEITE JUCÁ FILHO, tendo ambos funcionado no certame licitatório da Arena Castelão, figurando seguidamente como presidentes da Comissão Central de Concorrências do Estado do Ceará onde tramitou o certame”, registra a decisão.


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