João Doria vence prévias do PSDB e deve ser o candidato tucano nas eleições presidenciais de 2022

Foto: Reprodução

Após uma semana de incertezas, o PSDB definiu o governador de São Paulo, João Doria, como representante da sigla para uma eventual chapa tucana em 2022. O anúncio foi feito pelo presidente da sigla, Bruno Araújo.

A retomada da votação das prévias do partido, suspensa no último domingo (21), começou neste sábado (27), por volta de 8h, e ocorreu sem transtornos, cenário bem diferente de semana passada. Foi a primeira vez que a legenda realizou prévias para definir um nome para as eleições.

Saíram derrotados da disputa o governador Eduardo Leite (RS) e o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto. O senador cearense Tasso Jereissati (PSDB) chegou a anunciar a candidatura, mas recuou em apoio ao governador do Rio Grande do Sul.

João Doria – 53,99%
Eduardo Leite – 44,66%
Arthur Virgílio – 1,35%

Em sua fala, após eleito, João Doria ressaltou o processo de escolha do partido. “O PSDB sai fortalecido dessas prévias, foi o único partido que fez um amplo proceso democrático, a consultar suas bases sobre quem deveria liderar o processo de mudança. Nosso compromisso é com a democracia, o PSDB entende que o processo democrático é um processo que começa dentro de casa, dentro do partido”, disse.

O tucano também atacou os ex-presidentes Lula (PT) e Dilma Rousseff (PT). Ele disse que os governos petistas fizeram uma “captura do estado, no maior esquema de corrupção”. “Eu não esqueço disso. Lula, se prepare que vou cobrar isso de você nos debates”, acrescentou.

Sobre o atual presidente, Jair Bolsonaro (sem partido), Doria afirmou que ele “vendeu um sonho e entregou um pesadelo”. “Vamos vencer a corrupção e a incompetência. Vamos vencer as trevas e o negacionismo, vamos resgatar a esperança e unir os brasileiros”, concluiu.

Arthur Virgílio e Eduardo Leite parabenizaram Joao Doria pela vitória e reforçaram apoio ao tucano. Virgílio também atacou o presidente Jair Bolsonaro em seu discurso, direcionando críticas aos correligionários que mantêm proximidade com o Governo Federal.

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